SEMANA DA PÁTRIA NO CSA

Nos dias 04, 05 e 06 de setembro, o Colégio Santo Antônio comemorou a Semana da Pátria juntamente com seus alunos, professores e colaboradores. Entre os vários temas que eclodiram ao longo desse ano, alguns se tornaram mais fortes durante a semana de comemorações.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – (CNBB) – divulgou, na sexta-feira (1º/09), a mensagem para o dia 7 de setembro, data que marca a Independência do Brasil.
No documento, o organismo incentiva as pessoas de boa vontade a se mobilizarem pacificamente na defesa da dignidade e dos direitos do povo brasileiro, propondo “a vida em primeiro lugar”.
A sociedade brasileira está cada vez mais perplexa, diante da profunda crise ética que tem levado a decisões políticas e econômicas que, tomadas sem a participação da sociedade, implicam perda de direitos, agravam situações de exclusão e penalizam o povo brasileiro, em especial os mais pobres.
Estamos cada vez mais perplexos, diante da impunidade, da justiça seletiva, da violência, da eterna guerra contra as drogas, do preconceito, da homofobia, do machismo, da cultura da violência à dignidade feminina etc.
Seria demais declarar independência de tudo o que nos aflige? Seria ótimo. Porém, estar livre de tudo isso não é uma tarefa fácil, assim como não foi fácil o nosso processo de independência.
Em 7 de setembro de 1822, não alcançamos de forma imediata a total independência em relação ao Império Português. Diversas batalhas aconteceram em outros estados nos meses seguintes para expulsar tropas portuguesas. No Pará, por exemplo, a então província do Grão-Pará e Maranhão, muito ligada a Portugal e sem muitas relações com o centro-sul do país, a independência somente foi reconhecida em 15 de agosto de 1823, quase um ano após o grito. Os paraenses foram, portanto, os últimos a aderirem e ainda hoje, comemoram o feriado em agosto, no dia 15.
Ainda à época da Independência, a capital do Brasil era o Rio de Janeiro e José Bonifácio, Ministro de Estado e consultor de Dom Pedro I, já havia sugerido que a Capital fosse transferida para o interior do Brasil, a fim de reforçar a segurança do território. Essa foi uma estratégia geopolítica pensada muito antes da fundação de Brasília, Capital planejada para ser o coração político do Brasil, além de um grande eixo de integração do território nacional.
Esses dois exemplos nos mostram que as melhorias e as conquistas só vêm quando são alvo de lutas coletivas, da união/integração do nosso povo em prol do alcance de objetivos comuns e quando, de fato, vislumbramos mudanças. Ocupar os espaços, discutir mudanças, cobrar representatividade são os primeiros passos para a real independência.
A escola serve de ponte que nos guia à verdadeira independência, que é construída a cada novo dia, com o nosso compromisso por uma educação de qualidade, por uma sociedade melhor, tolerante, unida, justa e que, principalmente, nunca deixe de lutar.
Um Brasil independente é um Brasil pensante!

 

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